março 15, 2004

Smile 67

“Não furtarás.”.
E Ele a dar-lhe com as palavras difíceis!
Eu acho que o facto de se utilizar esta terminologia é precisamente para a malta não compreender e depois cometer pecados. Isto é propositado, para aumentar a frequência do purgatório. Então vai-se dizer às pessoas “não furtarás”?! Eu já estou a imaginar:

- Boa tarde. Então o senhor pecou, não é?
- Bem, eu acho que não, mas ali na recepção mandaram-me vir para aqui.
- Ai não? Então o senhor vai-me dizer que não furtou?!
- Como?
- Nós temos a informação que o senhor furtou.
- Bem…quer dizer…
- Vamos, confesse! Furtou ou não furtou?
- Pronto! Furtei! Furtei, mas devo desde já dizer que foi sem querer. É que eu estive a almoçar antes de ter sido atropelado por aquela carroça, e andava aqui com uma indisposição…
- O quê?!
- É que não encontrei aqui nenhuma casa de banho…Mas olhe que não cheira. Aliás, nem sei como é que deram por isso. Deve ter sido a estúpida da recepcionista! Bolas, não me digam que vocês aqui não se cag…aham…furtam!
- O amigo não está a perceber. O senhor furtou enquanto esteve na terra!
- Porra, não me digam que queriam que um gajo estivesse até aos 57 anos sem dar um peidinho!!
- Mas você não está a entender!
- Estou, estou! Vocês querem é que um gajo rebente de peidos!
- Cale-se um bocadinho! Não furtar é um dos mandamentos!
- Hã?!…
- E você furtou!
- Ai furtei? Bom, se calhar…
- Ó amigo, furtar é tirar algo que não nos pertence sem conhecimento do dono.
- Aaahhhh!! Então era isso! É que o pessoal quando ouviu isso, como não percebeu o que era, cagou na cena. Pensávamos que não contava.
- Pois é, mas conta.
- Então mas espere lá um bocadinho. As coisas que eu gamei não contam como furtar.
- Ah não?
- Não. Os donos das coisas sabiam sempre que era eu. Uma ou outra vez até tive que lhes dar uma fragatada nos cornos para eles largarem o saco.
- Então nesse caso o senhor roubou!
- E então? É proibido?
- Claro!
- E onde é que isso está escrito? Pois é, isso nunca ninguém disse que era proibido.
- Aham…pois…quer dizer…
- Isto é sempre a mesma coisa! Anda um gajo descansadinho, sem fazer nada de ilegal, e vem aqui parar sem mais nem menos.
- Mas as informações que eu tinha…
- Não me venha agora com histórias. Eu não fiz nada de mal. Andei por lá, casei, tive filhos, não matei ninguém, santifiquei mais o sábado do que qualquer outra pessoa, até papei uma ou outra gaja de vez em quando…
- Ahá!
- O quê?
- Você cometeu adultério!
- Ei, ei! Não cometi nada! A tipa disse que tinha 19 anos!
- Não é isso! Adultério é trair a sua mulher, por exemplo.
- Aaahh! Lá está. Esse é outro dos que pensei que não contava…

Portanto, o facto de utilizar este tipo de palavras não é mais do que um esquema para induzir o povo em erro e levá-lo a cometer pecados. Isto, meus amigos, não passa de publicidade enganosa! Depois um tipo vai para o inferno sem saber porquê…
Também é certo que há muitos que se fossem para o céu se iam sentir muito sozinhos. Não conhecem lá ninguém…

Publicado por Pikes em março 15, 2004 02:39 PM
Comentários

;-)

Afixado por: Eu em março 16, 2004 11:58 AM

5, de 1 a 10.

Melhor momento:

«... Pensávamos que não contava. ...»

Afixado por: Senhor Doutor em março 15, 2004 11:52 PM